Transgêneros e sexualidade

A dificuldade enfrentada pelos transgêneros na sociedade

Muito se tem discutido, recentemente, acerca do preconceito enfrentado pelos transgêneros, também chamados de transexuais. Lembrando que indivíduos transgêneros são pessoas cuja identidade de gênero é o oposto do sexo atribuído. Devido a esse fato, essas pessoas sofrem com a não aceitação da sociedade, a qual as vê como algo não natural.

Em alguns casos, o preconceito sofrido por eles se inicia com a rejeição da própria família. Essas pessoas são vítimas de agressões físicas e verbais. Tal situação se torna um dos primeiros desafios enfrentados pelos trangêneros visto que o apoio e a compreensão familiar são cruciais na difícil etapa na qual esses indivíduos irão passar ao enfrentar a discriminação da sociedade. Com a ausência desse apoio, eles podem desenvolver um caso de depressão profunda que, sem tratamento, pode ser fatal.

Outro fator contribuinte no preconceito da sociedade para com os transexuais é a não laicidade do Estado. A presença de uma bancada evangélica, a qual impõe sua crença em um país de diversas culturas e religiões, atrasa a aprovação de leis destinadas aos transexuais, como o direito de usar o nome social e o ensino sobre a identidade de gênero nas escolas. Tal ação praticada com o intuito de beneficiar suas próprias crenças, coopera no aumento da transfobia.

Portanto, os transgêneros enfrentam uma grande dificuldade na convivência em sociedade devido à discriminação. Esse preconceito persegue-os até mesmo na busca por um emprego, onde a falta de oportunidades ocasiona a opção pela prostituição que, junto com a transfobia, reduz a expectativa de vida dessas pessoas para 35 anos. Para intervir nessa situação, a obrigatoriedade do ensino sobre a identidade de gênero nas escolas e a criação de leis as quais protegem os transexuais contra a transfobia, assim como o esclarecimento do assunto à sociedade, são essenciais.

Anna Carolina

O transsexualismo pode ser definido como uma luta individual a fim de adequar a realidade física com a realidade psicológica. Diferente de gays e lésbicas, os transexuais não se reconhecem no corpo no qual nasceram e almejam a oportunidade de fazer uma cirurgia de troca de sexo. Porém, essa pessoa enfrentará alguns graves problemas sociais, como o preconceito e as leis estaduais, para realizar esse sonho.

A maioria dos transexuais já se reconhecem na infância como diferentes, mas se escondem devido ao preconceito, a transfobia e rejeição familiar. A vivência em uma sociedade ignorante, a qual pensa nisso como doença, e os conflitos diários com o seu próprio corpo podem ser traumáticos. Para piorar, existe um longo processo a ser percorrido até a mudança de nome e/ou de sexo.

O governo brasileiro possui severas condições para ser tornar um transexual. Primeiro, é necessária uma avaliação psicológica para ser autorizado a utilização de remédios hormonas e a mudança do nome civil, e só após mais dois anos em acompanhamento psicológico para ser aprovado ou não para cirurgia. Com isso, o indivíduo transexual passa anos na tentativa de provar algo que já é claro para profissionais os quais adorariam recusar mais uma 'aberração'.

Diante dos argumentos supracitados, é preciso que o Ministério da Educação e da Cultura promova palestras de discursão sobre este tema a fim de acabar com o preconceito e a transfobia. O Governo Estadual deve também reduzir as suas exigências: a redesignação de sexo deve ser uma transformação rápida, silenciosa, libertadora e pessoal sem interferência da opinião preconceituosa de terceiros.  

Marcelle Simões 

É notório que a transexualidade pode ser definida como uma busca pela identidade de gênero e liberdade de expressão dentro de uma sociedade prepotente. Por conseguinte, com o aumento do número de transexuais, evidencia-se uma maior autoaceitação. Porém, simultaneamente a esse fato, nota-se um proporcional preconceito e falta de oportunidades.

Um aspecto importante a ser citado é a discriminação sofrida pelos transexuais em sua busca por aceitação. Isso porque a sociedade é moldada em um padrão de família tradicional, onde o preconceito ainda é predominante. Assim, a aceitação da transexualidade ainda não atinge toda a população.

Ademais, a questão da carência de oportunidades na vida dos transexuais contribui para a exclusão social deles. Neste contexto, as dificuldades para encontrar emprego e ser respeitados são abrangentes, fruto do preconceito cultuado. Com isso, a rejeição muitas vezes vira violência e estes sofrem crimes de ódio.

Diante dos argumentos sobreditos, percebe-se que mesmo que os transexuais se auto-reconheçam, a sociedade os discrimina e exclui. Cabe ao governo, portanto, acompanhar a realidade e garantir o fim do preconceito por meio de campanhas conscientizadoras e palestras. Já à mídia, convém propagar a inclusão deles no mercado de trabalho, por meio de propagandas sobre a gravidade da exclusão.

Beatriz Teixeira

A transexualidade refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da do seu nascimento, com desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto. Com o aumento do número de transexuais evidencia-se uma maior auto aceitação e simultaneamente a esse fato, nota-se proporcional preconceito. Outra dificuldade enfrentada pelos transexuais é a falta de suporte familiar que muitas das vezes é o que eles mais necessitam.

A questão transexual está gradativamente mais presente na mídia, porém isso não tem amenizado a vida de quem possui essa condição. As agressões físicas e verbais estão cada vez mais constantes em seus cotidianos. A atitude das pessoas é absolutamente imprevisível e, em alguns casos, inclui até risco de assassinato. Com todas essas ameaças, eles vivem com medo e insegurança. Isso também pode ser considerada uma justificativa para não se aceitarem, com receio da reação dos outros.

A família tem papel importante na vida de qualquer pessoa, contudo muitos sofrem com a ausência do seu apoio.  Os pais costumam almejar que o filho seja da maneira que eles idealizam; assim, ao saber que o filho é diferente do que pensavam não aceitam a sua escolha e esse acaba rejeitado. Os transexuais já sofrem com o preconceito dos outros, fora o desconforto que vive consigo próprio e somado com o desprezo daqueles que são a base de tudo, não possuem estabilidade para continuar com a mudança e acabam desistindo de ser o que eles realmente são.

Portanto, o aumento de transexuais indica uma maior autoaceitação e, junto a isso, crescente preconceito. Para que a situação não se agrave e eles sejam respeitados, campanhas de conscientização feitas pelo governo são valiosos, além de proporcionar proteção contra qualquer violência sofrida por eles. A transexualidade não deve ser considerada um transtorno mental e psicológico, se há uma doença é da nossa sociedade.

Liliane Tan

A condição de transexual é atribuída ao indivíduo que possui a identidade de gênero diferente do seu sexo biológico e que tenha realizado uma cirurgia para alteração do seu órgão sexual. No Brasil, como em outros países, a parcela da população transexual tem crescido. Este aumento do número de transexuais evidencia uma maior autoaceitação. Simultaneamente a esse fato, porém, nota-se um proporcional preconceito.

Inquestionavelmente, a autoaceitação é um dos maiores problemas enfrentados por um homem ou uma mulher transexual. Isso porque o ser humano tende a procurar pela aceitação da sociedade e ser aceito, muitas vezes, significa deixar de lado sua real identidade. Felizmente, nota-se um desenvolvimento da aceitação pessoal. Tal fato pode ser constatado pelo crescente número de transexuais no Brasil, cuja causa é a popularização do tema "transexualidade". Além disso, as crescentes lutas por identidade encorajam transgêneros que têm o desejo de se tornarem transexuais a fazê-lo.

Ainda assim, ao pesquisar por "transexuais no Brasil" no Google, os primeiros resultados dizem respeito a crimes desumanos cometidos contra essa parcela da população. Tais crimes são motivados pela transfobia, nome dado à discriminação contra trangêneros, em geral. A transfobia é proveniente da aversão de uma pessoa àquela que possui uma identidade de gênero contrária à que o senso comum julga apropriada. Esse tipo de preconceito tem gerado inúmeras mortes ao redor do país e do mundo.

Torna-se evidente, portanto, que apesar da melhora em relação à autoaceitação, a população transexual ainda sofre frequentes preconceitos. Dessa forma, cabe à sociedade lutar pelos direitos dos transexuais, por meio de movimentos sociais que defendam a causa. Já à mídia, cabe gerar discussões sobre o tema, por meio de programas e novelas que o abordem, de forma aprofundada e desconstruída. Somente assim, a transexualidade não mais será um tema polêmico e os transexuais poderão ser tratados com igualdade e respeito. 

Maria Fernanda Széch

O Riso no cinema...

No dia 09 de maio de 2017, o assunto discutido no Curso Extensivo de Redação sobre Argumentação Cinematográfica foi o papel do riso. Tendo como eixo o papel de Jerry Lewis no cinema, viajamos através de atuações memoráveis de Charles Chaplin, além de lembrarmos do Gordo e do Magro. No Brasil, figuras como Mazaroppi e os Trapalhões foram lembradas.

A seguir, uma coletânea dos textos elaborados pelos participantes (devidamente corrigidos pelo professor) sobre o tema:

"O riso gera endorfina, uma substância química que age como um analgésico natural, provocando sensações de prazer e bem estar. Contudo, ele não está associado somente com a expressão de emoções positivas, mas também como elemento extravasador de angústias. Estamos diante de dois fatos inquestionáveis: uma sociedade cujo representante político não quer que o povo pense e o humor desempenhar o papel de lazer, na ânsia do ser humano esquecer de seus problemas.

No Brasil, assim como em outros países, nota-se uma enorme influência por parte dos representantes políticos sobre a população, principalmente no modo de pensar, moldando-a da sua maneira, na qual visa o não pensar do povo. Com isso, os cidadãos passaram a ser meros alienados, não capazes de pensar por si próprios e sim com a interferência dos outros, exercendo ações de acordo com os interesses dos políticos, e não com o que realmente almejam.

Consequentemente, quando o ser humano está em alguma situação de dificuldade, deseja se esquivar da mesma, assim busca algo para amenizar sua preocupação. Muitas das vezes, o humor quem desempenha esse papel de apaziguar essa tensão. Visto que o riso diminui os níveis de estresse e ansiedade, acalmando o indivíduo.

Portanto, entende-se que o riso desempenha papel de mascarar aflições. Dessa forma, cabe à educação possibilitar aos indivíduos a construção de sua identidade enquanto cidadão com capacidades de pensar e conviver no meio social; os conhecimentos educativos irão contribuir para a ação individual e coletiva na sociedade. A escola, ao invés de ter caráter meramente repetidora de conteúdo, deve ser um espaço de troca de saberes e diálogos, a qual contribui para tornar o ser humano mais humanizado."

Tan Wenjun

"O papel do riso

A população brasileira é conhecida nacionalmente por ser um povo sofredor mas que não perde o senso de humor. Tanto nas redes sociais como no cotidiano, as pessoas fazem piadas de muitos problemas sociais graves como forma de extravasar suas angústias. Isso acaba em tornar o riso de modo mais importante do que a própria dificuldade, e, além disso, o governo reduz o acesso à educação a fim de impossibilitar que os indivíduos pensem.
No dia-a-dia, o humor desempenha o papel de lazer, na ânsia de esquecer seus obstáculos. Porém quando se faz piada de algo sério, a gravidade deste diminui e os habitantes perdem o foco de exigir a sua solução e os culpados conseguem escapar impunes. Este fato é aproveitado por certos representantes governamentais.
Esses governantes não investem na educação como estratégia de fazer o povo não compreender os problemas de administração e rir de piadas sem saber as informações implícitas contidas nela. Além de negligência a educação de uma população ser considerado um crime federal, uma nação sem educação e cultura representa um país falido.
De acordo com os argumentos supracitados, a Polícia Federal deve investigar tais representantes e penalizá-los pelos seus atos e promover votações com candidatos capacitados, os quais devem investir em educação e cultura. Com estas , a população saberia utilizar o humor como forma de protesto e conscientização quando ocorresse algo prejudicial a sociedade."

Marcelle Simões

"É notório que o humor, tanto na mídia quanto na vida real, é um elemento chave usado para lazer que está presente na sociedade. Porém, no Brasil, ele desempenha um papel muito além do que só satisfazer as pessoas, pois esconde os problemas que há no país.

Um aspecto importante a ser citado são os programas de humor, que foram criados com temas cotidianos e engraçados, como as dificuldades que há em um casamento, com a finalidade de satisfazer o público e mostrar que a maioria passa pelo mesmo processo, sem precisar se preocupar. O que faz com que o riso, seja considerado uma atividade saudável.
Por outro lado, alguns comediantes passaram a usar o "humor" como forma de transparecer os problemas do país, como a homofobia e o racismo. Ação que faz com que o público transforme o preconceito em algo normal que não precise ser problematizado, o que prejudica psicologicamente as pessoas que se sentem ofendidas com essas "piadas".
Torna-se evidente, portanto, que apesar do humor ser considerado uma ferramenta de lazer, ele pode transparecer problemas reais que prejudicam uma grande parte da sociedade. Para resolver isso, cabe ao governo investir em uma educação de qualidade, para que as pessoas não resolvam tudo com o humor e que encontrem soluções reais para os problemas que as cercam."

Luiza Carvalho

"Ao longo da história, o riso desempenhou diferentes funções. Uma das características do riso que permaneceu, com o passar do tempo, foi a de amenizar as dores causadas pela realidade. Na área da política, o riso funciona como elemento de aproximação entre o político e seus eleitores. Tais funções devem ser analisadas para não serem desempenhadas de maneira errônea.
Um aspecto importante a ser citado diz respeito à função de relaxamento do riso. Determinados programas humorísticos são capazes de criticar certos problemas sociais, sem deixá-los pesar sobre quem assiste. Isso porque o ato da risada libera a endorfina, o hormônio responsável por promover a sensação de bem estar. Dessa forma, o riso se revela uma boa maneira de distração diante dos problemas diários. 
Outro fator a ser discutido é a forma como alguns políticos utilizam o riso para se aproximar dos seus eleitores. Tais políticos transmitem simpatia, com a intenção de desarmar as habilidades racionais de seus eleitores. Durante um discurso político bem humorado, ao invés da atenção dos ouvintes se voltar para o conteúdo do discurso, ela se volta para a simpatia do discursante. Assim, muitos eleitores são conduzidos ao voto, irracionalmente. 
Torna-se evidente, portanto, que o riso possui variadas funções na sociedade, tais quais amenizar a maneira de lidar com a realidade e, no campo político, atrair eleitores. Assim, cabe à mídia dar continuidade às críticas sociais, por meio de programas televisivos que promovam o riso. Já ao indivíduo, cabe se policiar para dar a devida importância ao conteúdo de um discurso político, sem deixar se levar pela simpatia. Dessa maneira, o riso será desfrutado do jeito correto."

Maria Fernanda Széchy

"É de conhecimento geral que o riso exerce o papel de entreter a população. No Brasil, como em outros países, o riso é desfrutado para extravasar angústias. Este quadro é explicado por uma sociedade cujo representante político limita o poder de expressão e pensar do povo, indiretamente ou diretamente, fato visto desde a ditadura. Isso sem contar que, além do humor ser empregue com o papel de lazer, existe a ânsia de fazer esquecer os problemas sociais.
Um aspecto importante a ser citado é o contexto político em que a sociedade está inserida. Isso porque, algumas vezes, o humor tem seu papel modificado, por ser utilizado para encobrir a real intenção de governantes que procuram desmantelar o povo do arbítrio de pensar, seja pelo bom senso de humor em um discurso político, ou em distrações que encobrem do povo os problemas.
Ademais, a questão acerca da função de lazer do riso contribui para o esquecimento por parte da sociedade sobre seus problemas. Neste contexto, boa parte da população se distrai dos seus impasses diários com o entretenimento fornecido. Com isso, dificuldades são criadas e acumuladas de modo despercebido na vida dos indivíduos.
Diante dos argumentos sobreditos, percebe-se que mesmo que o riso tenha seu real objetivo apenas entreter o povo, pode ser utilizado como artifício para mascarar algo. Cabe à família, portanto, criar uma boa estrutura para formação da educação do indivíduo, com ajuda da escola. Somente assim, serão formados cidadãos perceptivos aos problemas da sociedade."

Beatriz Teixeira

"A comédia é a forma encontrada para que cidadãos não reflitam, mas transformem situações problemáticas em lazer. No Brasil, indivíduos com poder político utilizam o riso como fórmula de escape para que suas inverdades cometidas não cheguem de forma tão abrupta a sociedade, evitando assim, futuras retaliações.
O humor desempenha, naturalmente, o papel de entreter. Uma vez feito, este mecanismo de lazer passou a ser utilizado, de forma injusta, para mascarar os problemas criados e não-resolvidos na nação brasileira. Com o aumento na utilização da internet, o acesso a informação para a sociedade se torna cada vez mais viável. Devido a isso, as ações dos representantes políticos são mostradas e compartilhadas com maior frequência. Para que não sofram com a atualização quase simultânea que a tecnologia traz, os políticos revertem a situação de forma que seus erros não sejam mostrados com facilidade.
Na ânsia de fugir da realidade, o entretenimento é procurado em momentos vulneráveis, onde quem o utiliza está mais propenso a ser influenciado. Assim, os representantes eleitos se aproveitam do momento, e utilizam o humor como manobra de massa para que o cenário seja interpretado de forma superficial. Atrelado a isso, mesmo com a educação brasileira em estado precário, o estado pretende excluir matérias escolares primordiais ao desenvolvimento crítico de cada cidadão, como filosofia e sociologia, do currículo obrigatório. Dessa forma, sem a construção de um pensamento crítico, e com baixo conhecimento sobre o que se passa na política interna do país, os líderes políticos limitam toda a população ao ato de pensar, não tendo assim, que se preocupar com represálias.
Torna-se evidente, portanto, que o governo utiliza do humor como um disfarce de seus erros, onde ele usa a alienação dos indivíduos a seu favor. Assim, cabe a sociedade lutar pelos seus direitos educacionais, para que, dessa forma, consiga argumentar a respeito de assuntos de seu próprio interesse. Já a mídia, cabe gerar informações verídicas, relevantes, e sem a influência de quem quer doutrinar a população a seu favor. Somente assim, o humor atingirá seu real objetivo: divertir."

Laura Cassilhas

"Na correria do dia a dia, são muitos os motivos para descontentamento. Os problemas no transporte público, o desemprego, a crescente violência nas ruas, escândalos políticos e outras mazelas do cotidiano naturalmente levariam as massas ao limite, caso não houvesse uma importante válvula de escape: o riso.

Basta observar uma criança para sentir sua inocência através das risadas. Alheias aos problemas, veem em doces e brinquedos a mais plena realização. Com os adultos não é diferente. Gargalhadas são o som da felicidade. Rir aproxima as pessoas e provoca bem-estar. Mas é preciso atenção, pois apesar de saudável, pode ser usado como mecanismo de controle da opinião pública.
Na ânsia de esquecer os problemas, o cidadão muitas vezes cai em um sistema que remete à Política do Pão e Circo adotada pelos líderes romanos para diminuição da contestação social. Hoje esse tipo de manipulação é visto das mais diversas formas - desde o uso de eventos esportivos, programas televisivos e notícias sensacionalistas para desvio da atenção popular, à distribuição de cestas básicas por políticos durante o período eleitoral.
Aliado à educação, o riso mostra-se uma forma eficiente de promover união e bem-estar. Sendo necessário, portanto, a formação de cidadãos com discernimento e capacidade crítica, evitando assim que a inocência se confunda com o analfabetismo político, ético e moral."

Maille Schreiber


"Alegria, sorriso, felicidade e gargalhada, estes podem ser dados como sinônimos de riso, o qual tem como principal função desempenhar o papel de um elemento extravasante das angústias. Este apesar de executar um papel "libertador" pode também funcionar como "amarras" se utilizado como elemento manipulador de massas por políticos que não querem que o povo pense. 
O riso como elemento libertador, exerce um papel de enorme importância, isto evidencia-se a partir do momento em que encontra-se pessoas com o mais diversos problemas em shows de stand-up ou até mesmo em rodas de amigos a contar piadas, em busca da fuga da difícil realidade que a vida lhes apresenta. Parafraseando Immanuel Kant: o riso deve ter sido nos dado pelo céu como contrapeso às muitos misérias da vida.
Ainda que o mais libertador o riso pode parecer este pode também ser uma ferramenta de manipulação se usado de forma analógica a "Política de pão e circo", a qual era utilizada pelos líderes romanos com a finalidade de manter a ordem e fidelidade da população em geral, dando aos líderes para fazer o que bem entendessem , o riso pode funcionar de forma semelhante caso haja ignorância/falta de senso crítico por parte da população, uma vez que este é capaz de desviar o foco dos cidadãos dos problemas tais como a corrupção para o entretenimento, causando assim satisfação e esquecimento dos problemas sociais que assolam o país.
Diante dos fatos supracitados, pode-se inferir que a solução para o problema de manipulação de massa por meio do riso pode ser solucionado a partir de um maior incentivo por parte do MEC (Ministério de Educação e Cultura) às aulas de Filosofia e Sociologia a fim de estabelecer uma sociedade em que se tenha um elevado senso crítico, capaz de absorver todo o entretenimento oferecido pelo governo e instituições privadas sem que se esqueça das mazelas sociais que afetam a população."

João Victor Osorio Araujo  

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